Decidir fazer terapia de casal raramente é simples. Muitas vezes, um dos dois já pensava nisso há meses. O outro tinha dúvidas. E, quando finalmente decidem, aparece uma nova insegurança: o que vai acontecer lá dentro?
Reuni aqui as dúvidas que mais aparecem antes do primeiro encontro, com respostas diretas sobre como eu trabalho.
O que acontece no primeiro encontro?
O trabalho começa pela compreensão. Nos encontros iniciais, quero conhecer a história de vocês, o momento atual da relação e o que motivou a busca pela terapia agora.
Cada pessoa tem espaço para contar a sua versão. É comum que as duas versões sejam diferentes, e isso não é um problema: é justamente a partir dessas diferenças que começamos a entender a dinâmica do casal.
Aos poucos, construímos uma compreensão compartilhada das principais dificuldades e definimos juntos os objetivos do processo.
A psicóloga vai dizer quem está certo?
Não. Esse é talvez o receio mais comum, e vale dizer com clareza: a terapia de casal não é um tribunal. Não existe um lado vencedor, e meu papel não é julgar nem tomar partido.
Trabalho com uma abordagem sistêmica e relacional. Em vez de olhar para comportamentos isolados ou procurar um culpado para os conflitos, procuro compreender os padrões de interação que o casal foi construindo, a história de vocês e a função que determinadas formas de se relacionar foram ganhando ao longo do tempo.
As sessões são sempre com o casal junto?
O processo é predominantemente realizado com o casal. Dependendo da avaliação clínica e das necessidades do processo, podem acontecer encontros individuais em momentos específicos.
Quando isso acontece, a função e os limites desses encontros são conversados previamente com vocês dois. Nada é combinado pelas costas de ninguém.
E se só um de nós quiser começar?
A terapia de casal pressupõe a participação e algum grau de disponibilidade das duas pessoas. Não é preciso que as duas cheguem com a mesma certeza, mas é preciso que haja alguma abertura.
Quando apenas uma pessoa deseja iniciar, a psicoterapia individual pode ser uma possibilidade para trabalhar as questões relacionadas ao relacionamento. Ela é diferente de uma terapia de casal, mas pode ser um ponto de partida importante.
Precisamos estar em crise?
Não. Muitos casais chegam em momentos de sofrimento, mas a terapia também pode ser um espaço para compreender padrões da relação, melhorar a comunicação, atravessar mudanças importantes ou conversar sobre temas que têm sido difíceis de abordar a dois.
Chegada dos filhos, mudança de país, mudanças na carreira ou nas finanças: transições assim reorganizam a vida do casal e podem ser um bom momento para buscar acompanhamento.
A terapia vai salvar nosso relacionamento?
Não trabalho com promessas, e prefiro ser honesta sobre isso. O objetivo da terapia não é manter a relação a qualquer custo.
O que o processo busca é ampliar a compreensão sobre o que acontece entre vocês e construir novas possibilidades de diálogo, de conexão e de negociação das diferenças. Em alguns casos, o trabalho também ajuda o casal a compreender com mais clareza o que deseja para o futuro da relação e a tomar decisões de forma mais consciente, seja qual for essa decisão.
Online ou presencial?
Atendo nos dois formatos. O presencial acontece no meu consultório no Itaigara, em Salvador. O online atende casais em outras cidades e também brasileiros que vivem fora do país, um contexto que conheço de perto pela minha formação em Psicologia Intercultural.
Como começar
Você não precisa chegar com tudo organizado nem saber explicar exatamente o que está acontecendo. Se quiser, antes de marcar, pode fazer a avaliação da relação disponível no site. Ela ajuda a organizar o que vocês estão vivendo.
E, para tirar dúvidas ou combinar um primeiro encontro, é só me mandar uma mensagem.